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Mito × Fato · Hamas, Irã e Hezbollah

“O Hamas mudou: hoje aceita as fronteiras de 1967”

ENGANOSOO documento de 2017 menciona as linhas de 1967, mas não reconhece Israel e mantém como objetivo a Palestina “do rio ao mar”.
Resposta curta

Não, é enganoso. O documento de princípios do Hamas de 2017 aceita um Estado nas linhas de 4 de junho de 1967 como “fórmula de consenso nacional”, mas sem reconhecer Israel e rejeitando qualquer alternativa à “libertação total da Palestina, do rio ao mar”. Em outubro de 2023, um dirigente do grupo disse que repetiria o 7 de outubro.

Como circula a ideia de que o Hamas mudou?

A afirmação costuma aparecer com uma citação do documento de princípios que o Hamas divulgou em 2017. O trecho sobre as fronteiras de 1967 é apresentado como prova de que o grupo se moderou e passou a aceitar dois Estados.

Por que tanta gente acredita que o Hamas aceita 1967?

Porque o documento de 2017 de fato fala em um Estado nas linhas de 1967. Quem lê só esse trecho tem a impressão de que houve uma mudança de posição. O problema está no que o mesmo documento diz logo ao lado.

O que é verdade e o que é falso nessa afirmação?

É verdade que o documento de princípios de 2017 considera um Estado nas linhas de 4 de junho de 1967 uma “fórmula de consenso nacional”.

É enganoso dizer que isso significa moderação. O mesmo documento:

  • não reconhece Israel;
  • rejeita “qualquer alternativa à libertação total da Palestina, do rio ao mar”.

Ou seja, as linhas de 1967 aparecem como etapa, não como solução final. O texto completo pode ser lido no Middle East Eye.

O que o Hamas disse depois do 7 de outubro?

Em entrevista à TV libanesa LBC, em outubro de 2023, o dirigente do Hamas Ghazi Hamad disse que o grupo repetiria o 7 de outubro “de novo e de novo”. Quando perguntado se o objetivo era aniquilar Israel, respondeu: “sim, claro”. A fala foi registrada pela LBC.

Resposta pronta para copiar

O documento de 2017 do Hamas aceita 1967 só como etapa, sem reconhecer Israel e mantendo “do rio ao mar”. Em 2023, um dirigente do grupo disse que repetiria o 7 de outubro “de novo e de novo”. Isso não é moderação.Até 280 caracteres, para responder nas redes

Em mais detalhe

Vale ler o documento de 2017 inteiro. Ele fala em um Estado nas fronteiras de 1967, mas sem reconhecer Israel e mantendo a Palestina “do rio ao mar” como objetivo.

Depois do 7 de outubro, um dirigente do grupo, Ghazi Hamad, disse que o ataque seria repetido “de novo e de novo”. Ele também confirmou que o objetivo era aniquilar Israel.

Defender os palestinos não exige defender o Hamas, sob cujo governo muitos palestinos sofrem.

Se for responder, evite:

Não diga que “todo palestino é Hamas”. Essa generalização é falsa e injusta, e ignora que muitos palestinos sofrem sob o governo do Hamas. Concentre a resposta no que o próprio grupo escreveu e disse. Separe sempre o Hamas do povo palestino.

Perguntas frequentes

O que diz o documento do Hamas de 2017 sobre as fronteiras de 1967?
O documento de princípios de 2017 considera um Estado nas linhas de 4 de junho de 1967 uma “fórmula de consenso nacional”. Mas não reconhece Israel e rejeita “qualquer alternativa à libertação total da Palestina, do rio ao mar”. Por isso, as linhas de 1967 aparecem como etapa, não como solução final.
O Hamas reconhece Israel?
Não. Nem o documento de princípios de 2017 reconhece Israel. Em outubro de 2023, o dirigente Ghazi Hamad disse à TV libanesa LBC que o grupo repetiria o 7 de outubro “de novo e de novo”. Ele respondeu “sim, claro” quando perguntado se o objetivo era aniquilar Israel.
Criticar o Hamas é ser contra os palestinos?
Não. Defender os palestinos não exige defender o Hamas, sob cujo governo muitos palestinos sofrem. Dizer que “todo palestino é Hamas” é uma generalização falsa. É possível apoiar os direitos dos palestinos e, ao mesmo tempo, apontar o que o Hamas defende nos próprios documentos e declarações.
Em revisão pela JJO. Toda afirmação tem fonte. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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