Não, é falso. Israel e EUA atacaram o Irã em 2025 e 2026, mas o regime iraniano não só se defende. Ele financia e arma Hamas, Jihad Islâmica e Hezbollah, grupos que pregam a destruição de Israel. A Justiça argentina concluiu, em abril de 2024, que o Irã ordenou os atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires.
Como essa afirmação circula nas redes?
A ideia aparece sobretudo em repostagens de conteúdo da mídia estatal iraniana. Uma versão comum diz que “o Irã é o único que enfrenta o imperialismo”.
Nessa narrativa, o Irã e os grupos que ele apoia, o chamado “eixo da resistência”, apenas reagiriam a agressões de Israel e dos Estados Unidos.
Por que tanta gente acredita que o Irã só se defende?
Porque há um fato real por trás. Israel e EUA atacaram o Irã em 2025 e 2026. Em 28 de fevereiro de 2026, os dois países lançaram ataques contra o Irã. Muitos governos criticaram esses ataques.
Além disso, o discurso anti-imperialista tem apelo no Brasil. Quem desconfia da política externa dos EUA tende a ver com simpatia quem se apresenta como seu adversário.
O que é verdade e o que é falso nessa afirmação?
É verdade que Israel e EUA atacaram o Irã em 2025 e 2026, e que esses ataques foram criticados por muitos governos.
É falso que o Irã e seus aliados apenas se defendem. O regime iraniano financia e arma grupos que pregam a destruição de Israel:
- Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o Irã repassa até US$ 100 milhões por ano a grupos palestinos como Hamas e Jihad Islâmica.
- Ao Hezbollah, o Irã repassa centenas de milhões.
O apoio a grupos que atacam civis israelenses não é uma postura defensiva.
O Irã já atacou fora do Oriente Médio?
Sim, segundo a Justiça argentina. Em abril de 2024, a Cámara Federal de Casación concluiu que o Irã ordenou e o Hezbollah executou dois atentados em Buenos Aires:
- em 1992, contra a embaixada de Israel;
- em 1994, contra a AMIA, que matou 85 pessoas.
Os dois ataques deixaram mais de 100 mortos. São atentados em território sul-americano, longe de qualquer frente de guerra.
Dá para criticar os EUA sem defender o regime iraniano?
Dá. Criticar os ataques de Israel e dos EUA ao Irã é legítimo. Isso não exige aplaudir o regime iraniano.
Os próprios iranianos, sobretudo mulheres e minorias, sofrem com esse regime. Um anti-imperialismo coerente não precisa fechar os olhos para uma teocracia que financia grupos armados e, segundo a Justiça argentina, ordenou atentados contra civis.
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O Irã financia Hamas e Hezbollah, que pregam a destruição de Israel. A Justiça argentina concluiu que o Irã ordenou o atentado à AMIA, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas. Criticar os EUA não exige defender o regime iraniano.Até 280 caracteres, para responder nas redes
Em mais detalhe
Dá para criticar os ataques de Israel e dos EUA ao Irã. Mas o “eixo da resistência” não é defensivo.
O Irã financia e arma grupos que atacam civis israelenses. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, são até US$ 100 milhões por ano a grupos palestinos como Hamas e Jihad Islâmica, e centenas de milhões ao Hezbollah.
A Justiça argentina concluiu, em abril de 2024, que o regime ordenou os atentados de Buenos Aires nos anos 1990, contra a embaixada de Israel e a AMIA.
Os próprios iranianos, sobretudo mulheres e minorias, sofrem com esse regime. Anti-imperialismo coerente não aplaude teocracia.
- Não diga que “os iranianos são terroristas”. Isso confunde o regime com o povo, e o povo iraniano também sofre com esse regime.
- Fale sempre do regime iraniano e dos grupos que ele financia, nunca de um povo ou de uma religião.
- Não negue nem minimize os ataques de Israel e dos EUA ao Irã. Reconheça o fato e as críticas de muitos governos antes de corrigir o que é falso.
