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“Os judeus exploram o Holocausto” ou “o Holocausto foi exagerado”

FALSOO Holocausto é um dos fatos mais documentados da história, e dizer que foi exagerado é negacionismo, que no Brasil pode ser crime.
Resposta curta

Não, é falso. O Holocausto é um dos fatos mais documentados da história: 6 milhões de judeus foram assassinados. Há documentos nazistas, campos, fotografias, julgamentos e milhões de testemunhos. Pela definição da IHRA, acusar judeus de inventar ou exagerar o Holocausto é antissemitismo. No Brasil, o STF decidiu em 2003 que esse material é crime de racismo.

Como essa afirmação circula?

Ela aparece em frases curtas, repetidas nas redes e em comentários:

  • "Indústria do Holocausto";
  • "6 milhões é exagero";
  • "Usam o Holocausto para se vitimizar".

As três versões têm a mesma ideia de fundo. Segundo essa ideia, os judeus teriam aumentado ou inventado parte do genocídio para tirar vantagem dele.

Por que tanta gente acredita que o Holocausto é explorado?

A memória do Holocausto aparece com frequência no debate sobre Israel. Algumas pessoas de fato usam essa memória de forma política.

Quem percebe esse uso pode concluir que o próprio fato histórico foi aumentado. Essa conclusão não se sustenta. O uso político de uma memória não muda o que aconteceu.

O que é verdade e o que é falso?

É verdade que qualquer memória pode ser usada politicamente. Discutir esse uso é legítimo.

É falso que o Holocausto tenha sido exagerado. Ele é um dos fatos mais documentados da história. Foram 6 milhões de judeus assassinados. As provas incluem:

  • documentos dos próprios nazistas;
  • os campos;
  • fotografias;
  • julgamentos;
  • milhões de testemunhos.

A JJO adota a definição de antissemitismo da IHRA. Essa definição lista como antissemita acusar judeus ou Israel de inventar ou exagerar o Holocausto.

Negar ou minimizar o Holocausto é crime no Brasil?

Pode ser. Em 2003, o Supremo Tribunal Federal julgou o caso Ellwanger (HC 82.424). A decisão definiu que publicar material antissemita e negacionista é crime de racismo. Esse crime é inafiançável e imprescritível.

Criticar Israel ou o uso político da memória é antissemitismo?

Não. Criticar o governo de Israel não é antissemitismo. Também é legítimo criticar o uso político de qualquer memória.

A linha fica em outro ponto. Negar ou minimizar o genocídio não é crítica política. É possível discutir política sem diminuir a morte de 6 milhões de pessoas.

Resposta pronta para copiar

O Holocausto é um dos fatos mais documentados da história: 6 milhões de judeus assassinados. No Brasil, o STF decidiu em 2003 que antissemitismo é racismo. Dá para discutir política sem diminuir esse crime.Até 280 caracteres, para responder nas redes

Em mais detalhe

Qualquer memória pode ser usada politicamente, e é justo discutir isso. Mas o Holocausto não é opinião. Há documentos nazistas, campos, fotografias, julgamentos e milhões de testemunhos.

Dizer que foi exagerado é negacionismo. No Brasil, o Supremo já decidiu que esse conteúdo é crime de racismo.

Você pode criticar Israel sem passar por cima de 6 milhões de mortos.

Se for responder, evite:
  • Não ameace processar ninguém em uma resposta pública. A ameaça costuma desviar a conversa dos fatos.
  • Quando houver negação explícita do Holocausto, guarde registros do conteúdo e encaminhe pelos canais formais de denúncia.
  • Não trate a crítica ao governo de Israel como se fosse negacionismo. São coisas diferentes, e misturá-las enfraquece a resposta.
  • Responda com calma e com fatos, sem ofender nenhum povo ou religião.

Perguntas frequentes

Quantos judeus foram mortos no Holocausto?
Seis milhões de judeus foram assassinados no Holocausto. O genocídio é um dos fatos mais documentados da história. As provas incluem documentos dos próprios nazistas, os campos, fotografias, julgamentos e milhões de testemunhos. Dizer que esse número é exagero é negacionismo.
Negar o Holocausto é crime no Brasil?
Pode ser. Em 2003, no caso Ellwanger (HC 82.424), o Supremo Tribunal Federal decidiu que publicar material antissemita e negacionista é crime de racismo. Pela decisão, esse crime é inafiançável e imprescritível. Criticar o uso político de uma memória continua sendo legítimo.
Dizer que o Holocausto foi exagerado é antissemitismo?
Sim. A definição de antissemitismo da IHRA, adotada pela JJO, lista como antissemita acusar judeus ou Israel de inventar ou exagerar o Holocausto. Criticar o governo de Israel ou o uso político de uma memória não é antissemitismo. Negar ou minimizar o genocídio é.
Em revisão pela JJO. Toda afirmação tem fonte. Encontrou um erro? Peça uma correção.

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