Não no sentido histórico. A afirmação é anacrônica. Jesus era judeu e viveu na província romana da Judeia. Os Evangelhos dizem que ele nasceu em “Belém da Judeia” (Mateus 2:1). O nome oficial Síria Palestina foi dado pelos romanos por volta de 135 d.C., cerca de um século depois de sua morte.
Como circula a ideia de que Jesus era palestino?
A frase aparece sobretudo em posts de Natal e de Páscoa. Às vezes vem de pessoas comuns, às vezes de figuras públicas.
Em geral, a mensagem é curta: Jesus nasceu ali, então era palestino. Ela parece simples, mas mistura nomes de épocas diferentes.
Por que tanta gente diz que Jesus é palestino?
Há uma parte real nessa ideia. Jesus nasceu e viveu na região que hoje chamamos de Palestina ou Israel.
Além disso, cristãos palestinos se identificam com ele. Eles vivem há séculos em Belém e Nazaré e veem Jesus como parte da sua história. Essa ligação é legítima e merece respeito.
O que era a Palestina no tempo de Jesus?
No tempo de Jesus, a região não se chamava oficialmente Palestina. Era a província romana da Judeia, sob ocupação romana.
O Evangelho de Mateus diz que Jesus nasceu em “Belém da Judeia” (Mateus 2:1).
O nome oficial “Síria Palestina” foi dado pelos romanos depois da revolta judaica de Bar Kochba, por volta de 135 d.C. Isso aconteceu cerca de um século depois da morte de Jesus (Wikipedia, “Syria Palaestina”).
Então, o que é verdade e o que é falso?
- Verdade: Jesus nasceu e viveu na região que hoje chamamos de Palestina ou Israel.
- Verdade: cristãos palestinos de hoje têm todo o direito de se sentir ligados a ele.
- Falso: chamar Jesus de palestino como se esse fosse o nome da sua terra ou da sua identidade na época. O nome veio depois.
- Fato central: Jesus era judeu. Foi circuncidado, rezava no Templo e ensinava nas sinagogas.
O problema não está no carinho dos cristãos palestinos por Jesus. Está em apagar o seu judaísmo.
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Jesus nasceu em “Belém da Judeia” (Mateus 2:1) e era judeu: foi circuncidado e frequentou o Templo. O nome Palestina para a província veio um século depois. Cristãos palestinos se ligam a ele, e isso é bonito. Apagar seu judaísmo, não.Até 280 caracteres, para responder nas redes
Em mais detalhe
Jesus viveu na Judeia, sob ocupação romana, e era judeu. Foi circuncidado, rezava no Templo e ensinava nas sinagogas.
O nome Palestina passou a designar oficialmente a província por volta do ano 135, cerca de um século depois da sua morte.
Isso não tira nada dos cristãos palestinos. Eles vivem há séculos em Belém e Nazaré e veem Jesus como parte da sua história. O problema é apagar o judaísmo de Jesus.
Não diga que “palestinos não existem desde a Bíblia”. A frase confunde o assunto e ofende cristãos palestinos, que têm uma ligação real e antiga com Jesus.
Prefira um tom leve e respeitoso, sem ironia e sem tentar humilhar ninguém. O objetivo é lembrar que Jesus era judeu, não disputar quem pode amá-lo.
